[Crítica] Game of Thrones: 6×03 – Oathbreaker




O episódio da semana passada foi maravilhoso. Por isso é inevitável não começar esse com as expectativas lá em cima. O episódio “Oathbreaker” de Game of Thrones foi mais lento, mas conseguiu ser, ainda assim, muito empolgante.

Jon Snow (Kit Harington) “voltou” para a história. A história de Arya Stark (Maisie Williams) teve andamento. Bran Stark (Isaac Hempstead Wright) viu a Torre da Alegria e nós pensamos que íamos ver Lyanna Stark…

O episódio começou exatamente onde o segundo terminou. Jon Snow revivendo e Ser Davos (Liam Cunningham) e Melisandre (Carice van Houten) o vendo vivo. Achei muito legal o diálogo em que Melisandre pergunta a Snow o que ele viu após morrer. Ele responde que não viu nada, não tinha nada. Nada entre sua morte e ressurreição. É isso. Morreu, acabou. Mas lembrava bem de como morreu e dos traidores, incluindo Olly. Uma dúvida ainda permanece: será que ele é o guerreiro escolhido por R’hllor?

Também vimos Sam (John Bradley-West) e Goiva (Hannah Murray), que ainda não tinham aparecido. Os dois estão a caminho de Citadel, onde Sam planeja treinar para virar um Meistre. Goiva está animada com a perspectiva, mas fica triste ao saber que não poderá ir com ele, pois a cidade não aceita mulheres e lá não terá “um Jon Snow” para ajudá-los e para quebrar regras. Goiva então será levada para a casa de Sam. Lá, ela ficará com sua família; ele disse que sua mãe e sua irmã são doces, já seu pai… Para quem não lembra, em meados de setembro os atores para interpretar a família de Sam foram escalados para a série (veja aqui).

 

Em seguida, fomos para Bran. Que expectativa nessa cena! Ele tem uma visão do passado em que descobre que seu pai Ned Stark não era tão honrado assim. Ele vê uma cena que disse que seu pai sempre lhe contou… o problema é que Ned contava como ele tinha guerreado contra todos bravamente, mas na verdade ele estava pior do que Dayne e morreria se não tivesse recebido uma ajuda inesperada de Reed. Ned estava no local para desafiar Sor Arthur Dayne, o Espada da Manhã, após o assassinato do Rei Louco. Após vencer o duelo, ele começa a subir as escadas da Torre da Alegria… Finalmente vamos ver Lyanna e descobrir se aquela teoria sobre Jon Snow está correta? Não. O Corvo de Três Olhos cortou a visão de Bran, que ficou tão chateado quanto nós por não ver o fim da história. hahahaha

Após três episódios de uma temporada com dez, já dá para concluir algumas coisas. Por exemplo: a história de Bran irá nos contar ótimos trechos do passado e possivelmente tirar grandes dúvidas. A história de Tyrion (Peter Dinklage) em Meereen não está a mais empolgante de todas, mas foi maravilhosa a cena em que ele fazia aquela cara enquanto o Verme Cinzento (Jacob Anderson) falava sobre a Patrulha e bla bla bla. hahahah E já valeu, né? Pois Tyrion estava basicamente tão entediado quanto nós com a falta de “novidade” por lá. Mas isso deve mudar em breve.

Nos dois primeiros episódios, a história de Arya parecia meio “jogada” ou pelo menos muito curta. Não que eu estivesse odiando, mas parecia que ela começava e terminava do nada… E o resultado foi que eu não estava nada empolgada quando ela apareceu nesse episódio. Pensei: “Ok, ela vai aparecer, lutar e pronto. Nos vemos semana que vem”. Mas essa semana me surpreendi! Foi certamente uma das partes que mais gostei do episódio! E ainda bem, porque adoro a Arya e sentia falta de estar empolgada sobre sua história.

Hoje, Arya continuou com seu treinamento e teve progressos. Depois de tanto apanhar, ela conseguiu se defender. Ela também relembrou os nomes de sua lista e admitiu que o Cão de Caça já não estava mais nela. No final das contas, ela conseguiu a validação de Jaqen H’ghar (Tom Wlaschiha) e conseguiu recuperar sua visão! Achei legal a metáfora que a série criou de que para que a vingança seja perfeita, é necessário se despir de todo o sentimento. Agora, sim, tô super empolgada para ver o que vai acontecer com ela! Vocês acham que ela realmente virou “ninguém”? Não vamos esquecer que ela escondeu sua espada…

Sobre Daenerys Targeryen (Emilia Clarke), não tenho muito o que comentar… Ela chega ao Vaes Dothrak e não é bem recebida pelas viúvas Dosh Khaleen. Os títulos de Dany de nada importam ali.

E Ramsay Bolton (Iwan Rheon)… Todos nós nos perguntávamos onde raios estava o Rickon (Art Parkinson). E ele apareceu. Mas infelizmente foi entregue a Ramsay. Ele, Osha (Natalia Tena) e a cabeça do Cão Felpudo (!!!). Problemas à vista, no mínimo… Alguém protege eles, por favor? Já chega de Stark sofrendo…

O Rei Tommen (Dean-Charles Chapman) teve uma conversa com o Alto Pardal. Ele falou sobre amor, pecado, deuses e então Tommen começou a questionar se foi a coisa certa ter sua mãe desfilando nua pelas ruas de Porto Real na frente do povo. O Alto Pardal pode ter um exército à sua disposição, mas eu diria que sua “linguagem” é o que o torna ainda mais poderoso e perigoso.

Jon Snow finalmente se vinga de sua morte e executa os traidores, incluindo Alliser Thorne (Owen Teale) e Olly (Brenock O’Connor). Ele pergunta pelas últimas palavras dos quatro traidores. Os três primeiros falam – Ser Alliser disse que faria tudo de novo, basicamente -, mas Olly (!!) fica calado. Após os quatro morrerem enforcados, Jon Snow decreta: “Minha vigília acabou”. E vai embora do Castelo Negro.

Quantas horas faltam para domingo que vem?

Nota: 4/5

Confira a crítica sobre o episódio 6×01 – “The Red Woman”
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