[Crítica] X-Men: Apocalipse (2016)

“Pelo menos concordamos que o terceiro filme é sempre o pior”, diz Jean Grey após assistir a uma sessão de O Retorno de Jedi. Isso também pode ser visto como uma piada interna sobre X-Men: O Confronto Final. Será que também se aplica a X-Men: Apocalipse?

X-Men: Apocalipse se passa em 1983, dez anos após os acontecimentos de X-Men: Dias De Um Futuro Esquecido. Charles Xavier (James McAvoy) continua com sua Escola Xavier para Jovens Superdotados, que agora conta com novos mutantes, como Jean Grey (Sophie Turner) e Scott Summers, o Ciclope (Tye Sheridan).

O prólogo do filme dá uma ótima introdução ao personagem Apocalipse (Oscar Isaac). A sequência inicial, no antigo Egito, é grandiosa, na maior parte do tempo dentro de uma gigante pirâmide, e nos apresenta o grande vilão do filme, que também é conhecido como o “primeiro mutante do mundo”. Uma das melhores cenas do filme!

[Crítica] X-Men: Apocalipse (2016)

Em seguida, vamos sendo apresentados aos novos mutantes, enquanto ao mesmo tempo os quatro cavaleiros do Apocalipse vão sendo recrutados um a um. A ideia de Apocalipse é recrutar esses cavaleiros para “salvar” a Terra dos seus deuses falsos e líderes cegos. O problema é que a motivação dele perde a força ao longo do filme. Também não fui a maior fã da maquiagem do personagem e os efeitos aleatórios na voz.

Na Berlim Oriental, os mutantes continuam não sendo tão bem tratados. Num clube da cidade, Anjo (Ben Hardy) luta contra Noturno (Kodi Smit-McPhee). Este último acaba sendo salvo por Raven, a Mística (Jennifer Lawrence), que agora vive na cidade em sua forma humana, incógnita. Ela não aceita o título de heroína até então (Oi, Katniss Everdeen).
[Crítica] X-Men: Apocalipse (2016)
Magneto (Michael Fassbender) agora vive na Polônia com sua esposa e filha. Ele também vive incógnito, trabalha numa fábrica anonimamente, até que, sem querer, percebem o seu poder e ele rapidamente vira alvo. A história de Magneto é bem trágica, Michael está ótimo (como sempre) e esse enredo acaba o levando para o lado de En Sabah Nur (Oscar Isaac).

Apocalipse também recruta Ororo Munroe, future Tempestade (Alexandra Shipp), que vive no Egito e tem Mística como ídola e inspiração. Mas mesmo assim acaba indo para o “lado negro da força”. Ele também recruta Anjo e Psylocke (Olivia Munn).

[Crítica] X-Men: Apocalipse (2016)
Nenhum dos três tiveram suas histórias e motivações muito exploradas (principalmente a personagem de Olivia Munn), mas acho que isso não prejudicou o filme. O final aberto e sugestivo de Psylocke, inclusive, nos faz pensar que ela volta em breve, e aí deve ser melhor aproveitada. Mas nesse filme serviram apenas para fazer volume na batalha final.

Tempestade tem sua “introdução”, mas depois passa a ser apenas uma figurante do filme, servindo para aparecer de fundo ou mostrar expressões de incerteza mais pro final do filme. Ela tinha Mística como inspiração, que salvou o mundo há 10 anos, mas agora aceita se aliar a quem deseja destruir o mundo? Hum… No final das contas, ela resolve voltar para o time dos mocinhos.

[Crítica] X-Men: Apocalipse (2016)

Jean Grey (Sophie Turner) é um dos principais destaques do filme. Desde o início dá para sentir empatia pela personagem, e ela vai crescendo a cena cena, principalmente no terceiro ato, quando ela tem papel fundamental para a história. Ciclope também chama atenção e Noturno é carismático e um dos alívios cômicos.

Mercúrio (Evan Peters), como sempre, tem uma das melhores cenas do filme. Viu Dias De Um Futuro Esquecido? É aquilo, só que mais longo… Talvez até um pouco longo demais. Mas o fato é que Mercúrio deixa o ar do filme ainda mas revigorante quando aparece, é super carismático e conta com uma cena plástica, cheia de efeitos, detalhes e humor.

James McAvoy e Michael Fassbender estão ótimos, como sempre, e conseguem traduzir bem a relação entre Xavier e Magneto. Já Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult aparecem pouco no filme. Jennifer foi muito usada nos trailers e na publicidade do filme, e acaba se tornando a líder dos novos mutantes, a inspiração deles, mas acaba aparecendo pouco ao longo da história, praticamente sumindo na batalha final. X-Men: Apocalipse acabou dando destaque maior para os novos mutantes. Mística é importante apenas no quadro-geral.

[Crítica] X-Men: Apocalipse (2016)

A história do filme é simples. Um vilão quer dominar o mundo e tem ajuda de “discípulos”, enquanto os mocinhos fazem de tudo para evitar que isso aconteça. O ritmo narrativo do filme é bom, as cenas de ação são empolgantes. O saldo final é que X-Men: Apocalipse se mostra um bom filme de entretenimento. Menor do que os dois primeiros da trilogia, mas com bons pontos positivos.

Nota: 3.5/5