Rolling Stone elege os 20 melhores álbuns pop de 2017; veja

A Rolling Stone fez uma lista com os 20 melhores álbuns pop de 2017. A revista destacou que o ano foi cheio de álbuns femininos fortes. O olhar abrasador de Lorde sobre a solidão em Melodrama. A declaração violenta de libertação de Kesha. O julgamento de Taylor Swift sobre ela mesma e a versão apresentada pela imprensa.

Mas o mundo do pop também trouxe bons álbuns masculinos. Lendas do século 20 como Blondie e Tori Amos asseguraram seus lugares no novo milênio. Iniciantes como Dua Lipa e Girl Ray conseguiram espaço. Famosos da One Direction, Harry Styles e Niall Horan conseguiram começar a trilhar com brilhantismo suas carreiras solos.



Confira abaixo os 20 melhores álbuns pop de 2017, de acordo com a Rolling Stone.

20. Pink, “Beautiful Trauma”

19. Amber Coffman, “City of No Reply”

18. Poppy, “Poppy.Computer”

17. Niall Horan, “Flicker”

16. Girl Ray, “Earl Grey”

15. Demi Lovato, “Tell Me You Love Me”

14. Aimee Mann, “Mental Illness”

13. Tove Lo, “Blue Lips”

12. Jens Lekman, “Life Will See You Now”

11. Kelly Clarkson, “Meaning of Life”

10. Blondie, “Pollinator”

09. Dua Lipa, “Dua Lipa”

08. Charli XCX, “Number 1 Angel”

07. Lana Del Rey, “Lust for Life”

06. Paramore, “After Laughter”

05. Harry Styles, “Harry Styles”

Depois de uma jornada estelar com a One Direction, Harry Styles poderia fazer o que quisesse. O que ele faria com seu passo solo? Pop? O comum com produtores conhecidos? Parcerias com celebridades? Em vez disso, Styles fez sua reivindicação como estrela do rock, criando um álbum sublime com guitarra dos anos 1970. “Sweet Creature” e “Ever Since New York” são baladas acústicas íntimas, enquanto “Kiwi” permite que ele segure seu estilo Oasis no melhor volume. “Two Ghosts” é um lamento digno de Stevie Nicks. Ao contrário da maioria dos cantores solo vindos de boybands, Harry nunca parece suar para ser levado a sério – ele nunca perde o contato com a exuberância que levou para a One Direction, em primeiro lugar. Acostume-se com esse nome, você vai ouvir mais dele.

04. Sam Smith, “The Thrill of It All”

Sam Smith é um homem de alma fluida, com estilo como de Otis Redding, Aretha Franklin e Ray Charles ao lado de ícones modernos como Amy Winehouse e Adele. O destaque é “Him”, um elogio de lágrimas sobre o amor queer e a intolerância cultural que, sob seu jeito discreto, carregado pelo gospel, é um hino dos direitos civis LGBTQ. É o som de um homem gay com a intenção de chegar a uma audiência universal em seus próprios termos, e conseguindo generosamente.



03. Taylor Swift, “reputation”

Após ficar sumida durante meses, Taylor fez um retorno espetacularmente atrevido com esse palácio brilhante de rancores luxuriantes e batidas de armadilha cristalina. A mudança de personalidade em “Look What You Made Me Do” é algo para os livros de história, e os estudiosos do pop provavelmente debaterão durante gerações, quer tenha sido um brilhante golpe de PR ou não. Felizmente, os singles são apenas metade da história do Reputation, cuja superfície ultra-polida esconde algumas das músicas mais reais e mais vivas de Swift. Em “Dress”, ela está no presságio de uma nova emoção romântica; em “New Year’s Day”, ela está tentando descobrir o que ela tem após a festa acabar. O álbum relembra que a sua realeza pode recuperar seu lugar na vanguarda do pop sempre que quiser.

02. Kesha, “Rainbow”

Após suas dificuldades legais, qualquer coisa que Kesha lançasse teria um verniz de triunfo. Mas esse álbum de retorno, sete anos após sua estreia, foi um criação artística mais potente do que o esperado. Começa gentilmente com “Bastards”, hino acústico e clássico instantâneo, indo para o punk-rock em “Let ‘Em Talk”, em que ela canta: “Eu decidi que todos os haters de todos os lugares podem chupar meu p*u”. Há ainda momentos em que ela ri no meio da música, como em “Woman”, que é o som de alguém que sobreviveu a uma jornada pelo inferno e deixa claro que saiu muito mais forte disso.

01. Lorde, “Melodrama”

Aos 20 anos, a prodígio adolescente de “Royals” foi para o bar e fez maciças músicas eletrônicas em seu segundo álbum, com a ajuda de Jack Antonoff. Os lamentos de ensino médio se ampliaram para uma paleta emocional mais ampla – e mais ampla musicalmente também, com guitarras, batidas sintéticas e efeitos na voz. Ambicioso, podemos lembrar de sua madrinha Kate Bush (ouça “Green Light”). Mas a sua maior conquista foi fazer o pop do século 21 parecer tão genuíno quanto íntimo. Um álbum que deve ser considerado como um marco para os jovens esperançosos do pop nos próximos anos.


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