Rolling Stone divulga 50 melhores álbuns de 2017; Damn., de Kendrick Lamar, lidera

Nesta segunda-feira (27), a Rolling Stone divulgou os 50 melhores álbuns de 2017. O Top 10 tem nomes como Sam Smith, Taylor Swift, Kesha, Lorde e Kendrick Lamar, que ganhou o primeiro lugar com Damn..

Confira abaixo o Top 50 completo e o que a revista escreveu sobre alguns dos álbuns do ano para a Rolling Stone.



50. Code Orange, ‘Forever’

49. Foo Fighters, ‘Concrete and Gold’

48. Chronixx, ‘Chronology’

47. Low Cut Connie, ‘Dirty Pictures (Part One)’

46. Sharon Jones & the Dap-Kings, ‘Soul of a Woman’

45. Tracy Bonham, ‘Modern Burdens’

44. The New Pornographers, ‘Whiteout Conditions’

43. Ornette Coleman, ‘Celebrate Ornette’

42. Beck, ‘Colors’

41. Gregg Allman, ‘Southern Blood’

40. Grizzly Bear, ‘Painted Ruins’

39. Japanese Breakfast, ‘Soft Sounds From Another Planet’

38. Residente, ‘Residente’



37. Liam Gallagher, ‘As You Were’ and Noel Gallagher’s High Flying Birds, ‘Who Built the Moon?’

Os irmãos Gallagher esperaram até quase o mesmo momento para fazer sua melhor música em tempos, lançando excelentes álbuns com diferença de semanas um do outro. É quase como se estivessem bloqueados em algum tipo de rivalidade entre irmãos ou algo do tipo. Oito anos após o fim do Oasis, há momentos de honestidade crescente: “Em minha defesa, todas minhas intenções eram boas”, canta Liam numa das músicas. O prazer vem nos hinos doces e revoltados “Wall of Glass”, de Liam, e “Holy Mountain”, de Noel, feitas com cheiro de 1995.

36. Lindsay Buckingham/Christine McVie, ‘Lindsay Buckingham/Christine McVie’

35. Bob Dylan, ‘Triplicate’

O compositor mais influente do rock não lançava álbum de composições originais há cinco anos. Ele se concentrou no Great American Songbook. No terceiro álbum da série, um épico de três discos extensos e íntimos, Dylan não se afasta de músicas familiares como “As Times Goes By” e “Stormy Weather”. Acompanhado de uma pequena banda, ele canta com cuidado e nuance, olhando para trás, para amores e perdas do passado com um tom de arrependimento que eventualmente se resume a uma espécie de aceitação relutante.

34. Open Mike Eagle, ‘Brick Body Kids Still Daydream’

33. Vijay Iyer Sextet, ‘Far From Over’

32. Robert Plant, ‘Carry Fire’

31. Songhoy Blues, ‘Résistance’

30. Chris Stapleton, ‘From a Room: Volume 1’

29. Jay Som, ‘Everybody Works’

28. Vince Staples, ‘Big Fish Theory’

27. Drake, ‘More Life’

Neste projeto de 22 músicas, vemos muitos dos lados de Drake: o festejador de piña colada do “Passionfruit”, a criança nostálgica de coração partido de “Teenage Fever”… Uma varidade de amigos, novos e antigos, locais e globais, brilham, como Giggs, Skepta, Young Thug, Partynextdoor, Sampha, Jorja Smith e até Kanye West.



26. Lana Del Rey, ‘Lust for Life’

“Parte do passado, mas agora você é o futuro”, canta Lana Del Rey na música que abre o Lust for Life, “Love”. O quinto álbum de Lana Del Rey é tão familiar e reconfortante que é fácil não notar como é focado e suavamente audacioso. Ela exibe figuras míticas como se estivesse percorrendo contatos em seu telefone. As letras invocam Iggy Pop, Patsy Cline, Brian Wilson e Led Zeppelin. Os convidados incluem The Weeknd, Stevie Nicks, A$AP Rocky e Sean Ono Lennon.

25. Paramore, ‘After Laughter’

24. Valerie June, ‘The Order of Time’

23. Jlin, ‘Black Origami’

22. Sheer Mag, ‘Need to Feel Your Love’

21. Jason Isbell and the 400 Unit, ‘The Nashville Sound’

20. SZA, ‘Ctrl’

19. Father John Misty, ‘Pure Comedy’

18. St. Vincent, ‘Masseduction’



17. Harry Styles, ‘Harry Styles’

Depois de uma carreira estelar com One Direction, Harry Styles poderia fazer o que quisesse. E ele escolheu trilhar caminho como uma estrela do rock, com um álbum cheio de músicas com guitarra com estilo dos anos 1970. “Sweet Creature” e “Ever Since New York” são baladas acústicas íntimas, enquanto “Kiwi” permite que ele segure o estilo Oasis no melhor volume. “Two Ghosts” é uma música-lamento sobre término de relacionamento digna de seu mentor cósmico Stevie Nicks. Ao contrário da maioria dos cantores de boybands que fazem carreira solo, ele nunca parece estar suando para ser levado a sério – ele nunca perde o contato com a exuberância e elogio que ele trouxe para a One Direction acima de tudo. Acostume-se com Harry Styles, você vai ouvir mais dele.

16. Margo Price, ‘All American Made’

15. Courtney Barnett and Kurt Vile, ‘Lotta Sea Lice’

14. Waxahatchee, ‘Out in the Storm’

13. Randy Newman, ‘Dark Matter’

12. Jay-Z, ‘4:44’

11. The National, ‘Sleep Well Beast’

10. Sam Smith, ‘The Thrill of It All’

Sam Smith é um homem de alma fluida, com estilo como de Otis Redding, Aretha Franklin e Ray Charles ao lado de ícones modernos como Amy Winehouse e Adele. O destaque é “Him”, um elogio de lágrimas sobre o amor queer e a intolerância cultural que, sob seu jeito discreto, carregado pelo gospel, é um hino dos direitos civis LGBTQ. É o som de um homem gay com a intenção de chegar a uma audiência universal em seus próprios termos, e conseguindo generosamente.

9. Migos, ‘Culture’

8. Queens of the Stone Age, ‘Villains’

7. Taylor Swift, ‘Reputation’

Após ficar sumida durante meses, Taylor fez um retorno espetacularmente atrevido com esse palácio brilhante de rancores luxuriantes e batidas de armadilha cristalina. A mudança de personalidade em “Look What You Made Me Do” é algo para os livros de história, e os estudiosos do pop provavelmente debaterão durante gerações, quer tenha sido um brilhante golpe de PR ou não. Felizmente, os singles são apenas metade da história do Reputation, cuja superfície ultra-polida esconde algumas das músicas mais reais e mais vivas de Swift. Em “Dress”, ela está no presságio de uma nova emoção romântica; em “New Year’s Day”, ela está tentando descobrir o que ela tem após a festa acabar. O álbum relembra que a sua realeza pode recuperar seu lugar na vanguarda do pop sempre que quiser.



6. Khalid, ‘American Teen’

5. LCD Soundsystem, ‘American Dream’

4. Kesha, ‘Rainbow’

3. U2, ‘Songs of Experience’

2. Lorde, ‘Melodrama’

Aos 20 anos, a prodígio adolescente de “Royals” foi para o bar e fez maciças músicas eletrônicas em seu segundo álbum, com a ajuda de Jack Antonoff. Os lamentos de ensino médio se ampliaram para uma paleta emocional mais ampla – e mais ampla musicalmente também, com guitarras, batidas sintéticas e efeitos na voz. Ambicioso, podemos lembrar de sua madrinha Kate Bush (ouça “Green Light”). Mas a sua maior conquista foi fazer o pop do século 21 parecer tão genuíno quanto íntimo. Um álbum que deve ser considerado como um marco para os jovens esperançosos do pop nos próximos anos.

1. Kendrick Lamar, ‘Damn.’

A voz mais poderosa do rap absolutamente no seu auge, sem mais nada para provar que seu poder constante. A consciência política de Lamar não foi vista, aqui ele fala mais sobre auto-exame. Em “Fear”, um de seus momentos mais profundos, ele narra uma vida de anseios e cita seu “medo de perder a criatividade”. É um sentimento fácil de se relacionar. Mas, baseado em nossas evidências, é algo que ele não deve se preocupar muito.


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